7 de abr. de 2007

PREVISÕES ASTROLÓGICAS I

Especializei-me na análise de trânsitos e não me considero proficiente em nenhum dos outros tipos de análise astrológica (natividade, progressões primárias e secundárias, revoluções solares e lunares etc.), mas, no manejo daqueles, tenho um nível de acerto que impressiona a muitas pessoas.

Tentando desvalorizar o conhecimento astrológico, chegaram a me dizer: "Ah, Luís César, pára com isso! Você é médium e/ou telepata, adivinha as coisas e depois diz que você deduziu suas previsões dessas minhoquinhas astrológicas que o computador põe no papel para você!"

Tive a sorte de poder desconfirmar essa colocação. Sempre que interpreto um mapa, faço previsões sobre o PASSADO da pessoa, para, apenas depois, fazê-las sobre seu FUTURO. Certa vez, parei durante a análise do mapa de uma amiga e lhe disse que não queria continuar lendo seu mapa. Perguntou-me por quê. Respondi que, se não estava acertando nenhuma previsão PARA TRÁS, não iria arriscar a fazer nenhuma previsão PARA FRENTE. E foi-se lá minha amiga, triste, sem o seu mapa interpretado...

Chamou-me ao telefone algum tempo depois, dizendo que queria falar comigo. Respondi: "Ué, fale!" Ela retrucou: "Não, só pessoalmente." Marcamos um encontro, em que ela relatou o seguinte. Tinha ficado tão decepcionada com o fato de eu me haver recusado a interpretar o seu mapa, que acabou indo chorar suas mágoas no ombro de sua mãe, que, frente a isso, lhe confessou: "Desculpe, minha filha, VOCÊ NÃO NASCEU NESSA DATA.. Quando eu e seu pai casamos, eu já estava grávida e, naquele tempo, havia muito preconceito contra isso... Falseamos, então, sua data de nascimento. Você nasceu mesmo foi em ..."

Trouxe-me, então, a data correta e fiz previsões corretas com esses novos dados. Se minhas previsões dependessem apenas de eu ser adivinho, telepata ou médium, eu iria lá precisar de dados de nascimento corretos para acertar previsões?

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