10 de jan. de 2008

ASTROLOGIA E PSICOTERAPIA

Informações astrológicas podem ajudar um psicoterapeuta a entender o que está acontecendo com ele e com seu paciente? Vejamos os seguintes casos:

1) Dando supervisão, detetei uma forte presença de sensações de perda na paciente de um de meus supervisionandos. Previ alguma perturbação em casa VIII, posivelmente envolvendo Plutão e/ou o signo de Escorpião. Resultado: paciente com Plutão nativo em Virgem, na casa VIII, recebendo quadratura de Plutão em trânsito. Poderia não estar vivendo sentimentos de perda? Duvido.

2) Também de supervisão: melhoria acentuada de paciente, que sorvia as interpretações de sua terapeuta e mudava a partir delas de maneira muito mais rápida e profunda do que regularmente acontece. Confirmei ao supervisionando que seu trabalho estava sendo muito bom, mas que para mudar com aquela profundidade, com aquela velocidade, o paciente deveria estar com o Plutão em trânsito fazendo trígono com o seu Sol natal. Não deu outra.

3) Também de supervisão. Tratamento bem sucedido, mas meu comentário à supervisionanda: "Está ótimo, algo, contudo, me chamou atençâo. Você não fala tanto assim com seus outros pacientes. Esse aí deve ter o Júpiter dele em trígono com seu Mercúrio." Bingo!

4) De atendimento meu. Primeira entrevista. A paciente mal começa a falar e eu penso: "Tem Marte em 25 graus de Áries, ou muito próximo disso." Bingo, outra vez! E como pude eu saber disso? Simples: a literatura astrológica diz que, numa sinastria, quando o Marte de alguém está em conjunção com a Vênus de outra, existe atração sexual entre ambas, minha Vênus está em 25 de Áries, a paciente não tinha os atributos estéticos que normalmente me atraem sexualmente e, mal ela sentou na sala, senti fortíssima atração sexual por ela. E por que não a Vênus dela em conjunção com meu Marte? Por que meu Marte está em Câncer e quando uma mulher tem Vênus em conjunção com meu Marte, minha atração sexual por ela tem um cunho de carinho que, no caso, não se fez presente.

Será que saber essas coisas podem ajudar os terapeutas? Creio que sim.

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